Blog Yara Dias
  • 30/Ago
    2018

    PENSAMENTOS

    A hora do sim

    Vestido, véu e grinalda. Olhou para o espelho e sentiu o coração acelerar. Faltava pouco tempo para ter todo tempo do mundo. Era a hora do sim!
    comentários
  • 29/Ago
    2018

    TEXTOS

    Hoje senti saudade

    Hoje senti saudade de você.
    Tantas memórias vieram em minha mente, e eu lembrei do seu riso engraçado.
    Eu achei que já tivesse esquecido que seu sorriso é torto, que seu queixo tem cicatriz e que você articula com as mãos quando está com vergonha. Mas, hoje, quando senti a sua ausência, os detalhes me vieram à tona, e eu lembrei de nós dois.
    Voltei à fase mais linda e mais bem vivida do nosso amor e me perguntei: onde foi que nós nos perdemos? Quando foi que deixamos de acreditar em nós dois?
    Não vou ser hipócrita de dizer que o amor continua aqui, porque, ao menor sinal de vida, eu teria te ligado para falar da sua falta. 
    Eu sei bem que nossos caminhos, agora, são outros e que, no meu coração, não há mais espaço para nós dois.
    Hoje, eu senti saudade de você, mas isso não quer dizer que eu te queira de volta. Isso é, apenas, saudade. Nada mais.
    comentários
  • 25/Jul
    2018

    PENSAMENTOS

    Escrever

    Escrever é expressar em palavras aquilo que a alma sente, os olhos veem ou a imaginação inventa.


    comentários
  • 28/Jun
    2018

    TEXTOS

    Permita que eu me afaste

    Já que você fica tão à vontade para falar de mim pelas costas, permita que eu me afaste e não tenha nenhum tipo de envolvimento com você. Assim, eu não irei me decepcionar mais na próxima vez que isso acontecer. E vai acontecer.

    Já que você se incomoda com a minha presença e, certamente, faz um esforço sobre-humano para tentar disfarçar o que realmente sente, permita que eu não tenha com você nenhum laço além do convívio que for indispensável.

    Ninguém é obrigado a agradar todo mundo. Eu também não sou.

    Você não é obrigado a gostar de todo mundo, mas, por favor, quando não gostar, limite-se em ser cordial. Eu, realmente, não entendo como se pode falar com tanta hostilidade de alguém e, depois, com naturalidade, dizer que ama. Sua falsidade causa náuseas quando se descobre quem você realmente é.

    E eu sei quem é você.

    Você é alguém que tenta convencer a todos sobre sua vida interessante, quando, na verdade, não passa de uma pessoa que só sabe fazer críticas à vida dos outros.

    Alguém que acha que, ao falar mal do outro, ameniza as frustrações da sua vida por não ter alcançado aquilo que gostaria e não ter mais condições de correr atrás do que se quer.

    Você é alguém que só enxerga os defeitos dos outros. Alguém que tem a língua ferina para julgar, mas se cobre de ilusões patéticas quando quer defender o seu lado.

    Você é alguém que gosta de estar no controle da situação. Alguém que não aceita ser contrariado. E, quando outro assume o controle ou te contraria, você acha um absurdo e se coloca a postos para proferir suas maldades.

    Alguém que não percebeu que as conquistas dos outros não devem ser vistas como uma ofensa a você. Alguém que, na frente, cobre de elogios e, quando se afasta, fala o que realmente pensa.

    Você é uma pessoa que torce pela derrota alheia e fica visivelmente aborrecida quando percebe que precisa engolir sua ruindade, pois o único fracasso iminente é o seu.

    Você é alguém que mente quando lhe convém. Alguém que conta duas versões da mesma história. Alguém que não vê os fatos como eles são, mas, sim, segundo suas próprias fantasias.

    Você é alguém de quem eu quero estar longe.

    Então, permita que eu me afaste.

    comentários
  • 15/Jun
    2018

    TEXTOS

    A violência oculta

    Trata-se de uma violência que não se vê.
    Tantas promessas de visita.
    Para cada ausência, uma desculpa.
    Algumas tão esfarrapadas. E, quanto menos convincente, mais decepção causa.
    É certo que você tem sua vida, sua rotina, suas obrigações.
    É certo que conciliar estudos, trabalho, amigos e festas já tem sido o suficiente para consumir todo seu tempo.
    A vida de adulto exige muito de você.
    Daí não sobra tempo para o almoço de domingo, o café da tarde do sábado ou, sequer, a ligação durante a semana para saber se está tudo bem.
    À sua espera, tem alguém com tanta experiência de vida. Alguém que muito poderia te ensinar sobre o tempo. Mas você nunca faz dela sua prioridade.
    Nunca pode.
    Nunca consegue.
    À sua espera, tem alguém com saudades. Alguém que sente falta da casa cheia e de ter alguém para conversar.
    Aliás, nas poucas vezes que você dispõe de tempo, é sempre tão escasso. Você divide sua atenção com o celular. Interrompe histórias por serem repetidas. E quase não tem paciência para as limitações que a idade traz.
    Você é tão cruel com essa sua violência velada.
    Sua ausência machuca.
    Suas recusas ferem.
    Suas desculpas fazem sangrar.
    Tão imperceptível quanto o mal que causa é, também, a dor causada.
    Ninguém vê, mas ela existe.
    Aqueles cabelos brancos que vieram com o tempo, aquela pele cheia de marcas que a vida trouxe e aquelas mãos calejadas de tanto trabalho, apesar de não levarem uma vida agitada, têm vida pela frente. Têm sabedoria guardada. Têm muitas histórias para contar (mesmo que já tenham contado antes). E sofrem com sua falta.
    Não demore a perceber que seu abandono também é uma forma de violência.
    Não demore a perceber que aqueles cabelos brancos, aquela pele cheia de marcas e aquelas mãos calejadas precisam de cuidado. Precisam de amor.
    comentários

Meu coração é grato a Deus!

CURTA NO FACEBOOK SIGA NO INSTAGRAM

CATEGORIAS

COMPARTILHE

2013 © Copyright Yara Dias. Todos os direitos reservados.
Premium Art Desenvolvimento Web